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Protásio Bourdon – 18

Beato Protásio Bourbon

 

01No mesmo navio “Deus-Associés” onde morreu o Beato João Luiz de Besançon estava também o Frei Protásio Bourdon. Também dele sabemos pouca coisa. Nasceu aos 03 de abril de 1747, foi batizado um dia depois na Paróquia de São Pedro de Séez (Orne). Os seus pais e parentes eram abastados. O pai, Simone Bourdon, era carpinteiro e a mãe se chamava Maria Luiza le Fou. A formação cristã recebida fez amadurecer nele a vocação à vida religiosa que o levou a entrar, aos vinte anos, entre os capuchinhos de Bayeux onde professou aos 27 de novembro de 1768 tomando o nome de Frei Protásio. Em 1775 foi consagrado sacerdote e nas poucas notícias de arquivo sabe-se que morou por um pouco de tempo na casa de Honfleur, vizinho ao Santuário de Nossa Senhora das Graças. Vamos encontrá-lo também no Convento de Caen aos 29 de novembro de 1783. E em 1789 foi secretário do ministro provincial da Normandia.

 

O seu último destino, como secretário provincial e guardião, foi o convento de Sotteville, vizinho a Ruen. Aqui, com sua comunidade o encontraram os agentes municipais, quando vieram pesquisar a casa e requerer o juramento da constituição civil do clero. Ele refutou juntamente com os seus confrades, reforçando em duas circunstâncias diversas a sua vontade de perseverar na vida religiosa, e particularmente aos 26 de agosto de 1791, quando estava em ato a última verificação do inventário do convento, do qual os religiosos, no ano depois, foram expulsos definitivamente e colocados na rua. Frei Protásio quis da mesma maneira permanecer em Rouen e, recusando de tomar o caminho do exílio, encontrou hospitalidade junto de um senhor, a quem compensava com um pouco da sua pensão e com as esmolas recebidas pelas missas celebradas.

 

Esta sua tenacidade lhe mereceu a prisão e ser interrogado por dois fanáticos cidadãos que, na sua futilidade e leviandade, mostra, como sempre acontece, a inconsistência de semelhantes processos de que é cheia, infelizmente, a história. O texto deste interrogatório foi felizmente conservado. Frei Protásio respondeu com muita liberdade, mas foi claro declarando que refutava o juramento, que queria seguir fielmente a sua vida religiosa, e foi reticente onde se tratava de não revelar o envolvimento de outras pessoas.

 

Na investigação tida na casa onde se refugiara, foram encontrados manuscritos e alguns livros impressos que se tornaram objetos de acusação porque defendiam os refratários. Ele não ofereceu ulteriores explicações que seriam comprometedoras também para outros e nem revelou o nome das pessoas junto a quem celebrava a Eucaristia em segredo. É uma atitude simplesmente religiosa, por isto enfrentaria riscos e perigos. Está aqui o seu heroísmo. A ele interessava a fé íntegra, simples e lúcida. Não foi nenhuma atitude política. O efeito porém foi imedia ele foi imediatamente fechado no antigo seminário de Rouen São Vivien, utilizado pelos revolucionários como casa de detenção provisória, na espera da sentença definitiva, que chegou a 10 de janeiro de 1794: o “cidadão” João Bourdon, ou seja, Frei Protásio foi condenado a ser deportado para a Guiana por ter celebrado missa ilegalmente e ter tido documentos suspeitos.

 

Aos 09 de março foi levado para Rochefort, onde chega aos 12 de abril e, interrogado, foi privado de tudo aquilo que ainda podia ter: um relógio de ouro com uma caixinha para cobrí-lo (provavelmente se tratava de uma custódia eucarística) e 1.303 liras. Embarcado no “Deus-Associés”, segue a sorte dos outros prisioneiros e o quadro desolador de sofrimentos vulgares, de agonias e de morte que forma o tecido quotidiano daquela prisão, o mesmo já descrito para o Beato João Luiz Loir. Depois de quatro meses, o Frei Protásio, na noite de 23 para 24 de agosto de 1794, morria de mal contagioso. Um sobrevivente deixava mais tarde este testemunho: “Era um religioso de grande merecimento e louvor seja por suas iniciativas em favor dos confrades deportados, seja por suas capacidades físicas e morais de que era dotado, seja sobretudo pela firmeza na fé, a sua prudência, equilíbrio, regularidade e outras virtudes cristãs e religiosas”.


Liturgia Diária

Evangelho: 5ª-feira da 28ª Semana do Tempo Comum

Santo: São Paulo da Cruz

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