Província
São Lourenço
de Brindes
Freis Capuchinhos do Paraná e Santa Catarina

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Pedro de Benisa – 26

beatopedromasginestarPEDRO nasceu em Benisa (Alicante, Espanha) a 11 de dezembro de 1876, sendo o último dos quatro filhos do casal Francisco Mas e Vicenta Ginestar. Foi batizado no dia seguinte (a 12 de de- zembro) na paróquia “Puríssima Xiqueta” de Benisa. Ingressou na Ordem Capuchinha, vestindo o hábito a 1º de agosto de 1893, no convento de Santa Maria Madalena de Massamagrel. Emitiu a profissão temporária a 3 de agosto de 1894 e a perpétua a 8 de agosto de 1897, no convento de Orihuela (Alicante). Concluídos os estudos eclesiásticos, foi ordenado sacerdote em Olleráa (Valência) a 22 de dezembro de 1900, desenvolvendo desde então seu ministério apostólico em diversas casas da província, dedicando-se principalmente ao apostolado da juventude e da catequese. Distinguiu-se sempre pela sua fidelidade à Regra franciscana. “Era fiel observante da regra franciscana – disse sobre ele o senhor Francisco Barres, habitante de Masamagrell – e das Constituições Capuchinhas, a ponto de deixar os jovens alguns momentos antes de tocar a campainha para qualquer ato comunitário para poder chegar a tempo”. Todos sabiam que era “Homem de caráter, porém, sabia dominar-se e mostrava-se muito bondoso”. “Foi um bom religioso – afirma dona Josefa Moreno – e, devido à sua bondade, em mais de uma ocasião, interveio junto dos seus, para resolver situações difíceis na família, conciliando os ânimos e procedendo sempre com requintada prudência”. “Enquanto esteve escondido – afirmou a jovem Mercedes Loris – demonstrou sempre grande serenidade. Rezava muitíssimo e o Santo Rosário recitávamos todos em família, a seu convite”. Também ele se viu obrigado a abandonar o convento depois de 18 de julho de 1936, refugiando-se primeiro na casa de uns amigos, e depois, na casa de uma irmã, em Vergel (Alicante). “Durante este tempo – recorda o senhor Barres Ferrer – era visto sereno, sem se queixar de que Deus permitia tais coisas. Mostrou paciência e rezava o Ofício Divino”. “Dava-se perfeitamente conta – manifesta à senhora Maria Jansarás – do grande perigo que corriam ele e todos, e dizia isso muitas vezes ao meu pai. Exortava-nos para que rezássemos muito e que estivéssemos sempre preparados, entregando- nos nas mãos de Deus. Enquanto estava escondido, em todos os momentos que o visitávamos, mostrava-se resignado e repetia-nos muitas vezes: ‘que não chorássemos, pois se Deus o permitia era porque nos convinha’. Rezava constantemente”. Foi detido pelos milicianos a 26 de agosto de 1936 e, posteriormente, assassinado na assim chamada Alberca de Denia, sendo sepultado no cemitério de Denia. Aos 31 de julho de 1939 foram exumados seus restos mortais. Seu crânio estava totalmente destroçado. Havia recebido mais de 14 tiros. Seus restos mortais descansam na capela dos mártires capuchinhos do Convento Madalena, em Massamagrel. Os sentimentos de frei Pedro perante a morte ficaram condensados em algumas frases suas, que repetia para a sua irmã: “Se vêm buscar-me, já estou pronto”. Foi beatificado a 11 de Março de 2001 pelo Papa João Paulo II.


Liturgia Diária

Evangelho: 5ª-feira da 28ª Semana do Tempo Comum

Santo: São Paulo da Cruz

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