Província
São Lourenço
de Brindes
Freis Capuchinhos do Paraná e Santa Catarina

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Maria Felicidade Masiá Ferragut – 26

mariafelicidadFELICIDADE nasceu em Algemesí (Valência, Espanha) aos 28 de agosto de 1890. Vestiu o hábito no mosteiro das clarissas capuchinhas de Agullent (Valência) aos 17 de abril de 1909. Emitiu os votos temporários aos 20 de abril de 1910 e os perpétuos aos 26 de abril de 1913. Morreu em Alcira (Valência) num lugar denominado “Cruz coberta” a 25 de Outubro de 1936. As três irmãs nasceram na mesma cidade. Eram seus pais Vicente Masiá e Teresa Ferragut. O casal teve sete filhos, dos quais cinco filhas tornaram-se religiosas capuchinhas de clausura e o único filho homem foi capuchinho. Purificação, irmã delas, disse que desde jovens ”freqüentavam os sacramentos, comungando diariamente. Jamais foram vistos em lugares públicos ou freqüentados. A minha mãe soube educar as minhas irmãs, inculcando- lhes o santo temor de Deus”. As três capuchinhas viveram o mesmo estilo de vida religiosa. “Durante a vida no convento – disse Purificação, irmã delas tinham uma conduta que causava a admiração das outras religiosas pelo exemplo e o modo de comportar-se, próprios da sua profissão. Apesar de serem irmãs, não existia entre elas distinção alguma entre si e com respeito às outras As três irmãs eram muito estimadas pela comunidade. A piedade de todas elas era sólida e vigorosa, inculcada pela nossa querida mãe. Eram amantes do sacrifício e muito observantes do silêncio, da Regra e das Constituições”. Irmã Benvinda Amorós, religiosa do mesmo mosteiro, descreve assim a vida religiosa delas: “Jamais ouvi crítica alguma sobre a atuação destas religiosas. Eram de piedade sólida. Dedicavam-se especialmente à oração e a presença de Deus refletia-se nelas. Eram muito humildes e estavam sempre dispostas a se sacrificarem pelas outras irmãs. Eram devotíssimas da Eucaristia e da Santíssima Virgem e, extraordinariamente, da Paixão do Senhor”. Com a chegada da República, em 1931, saíram do convento, permanecendo na casa paterna uns dois meses até retornarem ao convento sem haver recebido vexames. Quando começou a revolução de 1936, voltaram novamente para casa em Algemesí, onde permaneceram até 16 de outubro do mesmo ano, ocupando-se dos serviços da casa, fazendo vida de comunidade, comple- tamente entregues à oração. Aos 19 de outubro de 1936, às 16 horas, foram detidas por milicianos: elas e uma religiosa agostiniana do Convento de Beniganim. Teresa, a mãe das religiosas, não quis abandoná-las e partiu com elas. Encar- ceraram as cinco religiosas no convento de Fons Salutis, que servia como prisão. Ali permaneceram oito dias, serenas e resig- nadas. Finalmente, padeceram a mesma sorte. Na noite de 28 de outubro, que era do- mingo e festividade de Cristo Rei, os milicianos conduziram-nas à morte. Quiseram deixar a mãe, porém ela opôs-se e pediu para acompanhar suas filhas e ser fuzilada em último lugar. Vendo-as tombar uma por uma, animava-as dizendo: “Filhas minhas, sejam fiéis ao esposo celeste e não queiram, nem consintam aos afagos destes homens”. Levadas num caminhão ao lugar deno- minado “Cruz aberta”, na direção de Alcira, onde foram martirizadas. Os corpos das cinco mártires descansaram em Alcira. Atualmente encontram-se na paróquia de Algemesí. Foi beatificada a 11 de Março de 2001 pelo Papa João Paulo II.


Liturgia Diária

Evangelho: 5ª-feira da 28ª Semana do Tempo Comum

Santo: São Paulo da Cruz

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