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São Lourenço
de Brindes
Freis Capuchinhos do Paraná e Santa Catarina

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André Jacinto Longhin – 26

20021020_longhinAndré Jacinto Longhin, bispo de Treviso, nasceu em Fiumicello di Campodarego (Pádua-Italia) de família de simples agricultores, no dia 22 de novembro de 1863, e batizado no dia seguinte com o nome de Jacinto Boaventura.

Concluídos os estudos elementares, com dezesseis anos decidiu ser frei capuchinho, e para isso teve de lutar contra o pai que não queria perder a ajuda do seu único filho no trabalho da roça. Venceu jacinto, vestindo o hábito capuchinho em Bassano del Grappa no dia 27 de agosto de 1883, com o nome de Frei André. Fez os estudos necessários no convento de Pádua e fez sua profissão perpétua no dia 04 de outubro de 1883. O curso teológico ele o fez em Veneza, onde foi ordenado presbítero no dia 19 de junho de 1886. A partir de 1888 foi diretor espiritual e professor no seminário dos capuchinhos de Udine; em 1989, diretor e professor dos freis que estudavam filosofia em Pádua; e a partir de 1981, diretor e professor dos freis que estudavam teologia em Veneza.

No dia 18 de abril de 1902 foi eleito superior provincial dos capuchinhos da província de Veneza. E o dia 16 de abril de 1904 o papa Pio X o nomeou bispo de sua cidade natal de Treviso, alegrando-se de ter escolhido uma das flores mais belas da ordem capuchinha para a sua diocese. No dia 12 de agosto de 1907 escrevia: É um dos meus filhos primogênitos que eu dei à minha diocese predileta, e exulto todas as vezes que me referem os louvores dele, que é realmente santo, um bispo dos tempos antigos, que deixará na diocese uma marca indelével de seu zelo apostólico.

Foi ordenado bispo em Roma no dia 17 de abril de 1904, tomando posse em Treviso no dia dia 06 de agosto, decidido a ser o bom pastor, não economizando nem fadigas, nem esforços, disposto a dar pela sua igreja todo o seu sangue e a vida mesma. Por trinta e dois anos foi o bom pastor da igreja de Treviso, continuando a viver a simplicidade e austeridade capuchinha.

O anúncio da Palavra foi um dos seus mais atenciosos ministérios. A exemplo de Pio X, teve cuidado especial pela catequese das crianças, marcou presença para os círculos juvenis e no dos homens católicos, com gincanas culturas, dias de estudo, congressos catequistas diocesanos em 1922 em 1933. Foi considerado o “bispo da catequese”. Amava e seguia como pai os seus sacerdotes, tendo cuidado especialíssimo desde o seminário, pregando retiros mensais, acompanhando-os pelas 213 paróquias em três grandes visitas pastorais, iniciadas em 1905,1912,1916, realizando ainda em 1911 o sínodo, considerado a obra prima de ordem e precisão. Acompanhou como diretor espiritual Santa Bertila Boscardin, o Beato José Toniolo, e os sevos de deus Guido Negri, e a madre Oliva Bonaldo.

Teve especial amaizade com o capuchinho s. Leopoldo Mandic, com s. Pio X, documentado em vastíssima correspondência epistolar.

Foi excelente condutor de leigos, particularmente dos movimentos juvenis, convicto e insistindo sempre, também no seu testamento, que é de santos que hoje a s famílias, as paróquias, a pátria e o mundo necessitam.

Em abril de 1914 declarou sagrado o direito do operário de se organizar em sindicatos para sua melhoria econômica e moral. Em 1920 sustentou as Ligas Brancas, movimento sindical de inspiração cristã, mostrando-se o bispo dos pobres, dos operários, dos agricultores. Em Treviso fundou o Colégio Episcopal Pio X para garantir aos jovens uma formação cristã. Enfrentou com coragem, sem nunca fugir da realidade, as vicissitudes da grande guerra 1914-1918, aproximando-se e encorajando civis, prófugos, soldados, feridos, sacerdotes. No dia 27 de abril de 1917 fez promessa de construir um santuário a Nossa Senhora Auxiliadora. Chamado de “Bispo do Piave e de Montello”foi condecorado com a cruz do mérito de guerra; terminada a guerra percorreu a diocese encorajando a reconstrução de 47 igrejas destruídas, à pacificação dos ânimos, ao despertar da vida cristã, com intrépidas intervenções para salvar os seus fiéis de ideologias anti-cristãs. Os bispos da região de Veneza o consideravam “o patriarca do povo da roça”, teólogo distinto, apóstolo incansável. Pio XI, em outubro de 1923, reconheceu os seus grandes méritos. Foi nomeado administrador apostólico da diocese de Pádua em 1923, administrador e visitador apostólico da arquidiocese de Udine em 1927-1928. No dia 4 de outubro de 1928 foi nomeado arcebispo titular de Patrasso. O Cardeal La Fontaine escrevia dele: Admiro nele com especial alegria uma cópia do Bom Pastor evangélico, semelhantissima à original.

Atingido por inícios de doença no dia 03 de outubro de 1935, percorreu o seu calvário por nove meses de sofrimento, celebrando a missa até o dia 14 de fevereiro de 1936, e depois recebendo a eucaristia diariamente. Faleceu no dia 26 de junho de 1936, uma sexta feira.
Oração:

Ó Deus, Pai todo misericórdia, ao recordarmos a memória do bem aventurado André Jacinto Longhin, nós vos pedimos que, seguindo seus passos na caminhada rumo à Pátria, possamos nos dedicar sempre mais no serviço generoso à sua Igreja na pessoa dos nossos irmãos mais abandonados e


Liturgia Diária

Evangelho: 5ª-feira da 28ª Semana do Tempo Comum

Santo: São Paulo da Cruz

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