Província
São Lourenço
de Brindes
Freis Capuchinhos do Paraná e Santa Catarina

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Ambrósio de Benaguacil – 26

AmbrosioVallsAMBRÓSIO nasceu aos 3 de maio de 1870 em Benaguacil (Valência, Espanha) e foi batizado no dia seguinte (4 de maio), na paróquia de Nossa Senhora da Assunção de Benaguacil e crismado na paróquia de Liria (Valência). Era filho de Valentim Vaus e Mariana Matamales. Ingressou na Ordem Capuchinha em 1890, vestindo o hábito a 28 de maio. Emitiu a profissão temporária a 28 de maio de 1891 e a perpétua a 30 de maio de 1894. Foi ordenado sacerdote a 22 de setembro de 1894, no convento capuchinho de Sanlúcar de Barrameda (Cádiz), celebrando ali sua primeira missa. “Era um religioso muito modesto – disse a Irmã Maria Amparo Orteus – com o olhar sempre recolhido. Era muito humilde. Tudo lhe parecia demasiado e notava-se nele grande espírito de oração. Era muito devoto da Santíssima Virgem”. “Entre os seus confrades era considerado bom religioso, fiel, observante da Regra franciscana e muito devoto do nosso Pai São Francisco. Trabalhou apostolicamente na pregação, no ministério da confissão e da direção espiritual”. Preferiu trabalhar como confessor e como diretor da Ordem Terceira de São Francisco. A pregação tornou-se seu principal campo de apostolado, sendo considerado como um dos melhores pregadores da Província capuchinha de Valência. Sua límpida devoção à Virgem ficou plasmada em pequeno opúsculo dedicado à Virgem de Montiel, intitulado História, Novenas, Favores y Montielerias de Nuestra Señora de Montiel, venerada em sua ermida de Benaguacil, que em 1934 alcançava a terceira edição. Residia no convento de Massamagrel (Valência) quando se desencadeou, na Espanha, a perseguição religiosa de 1936. Refugiou-se na casa da senhora Maria Orts Loris, em Vinalesa. No seu esconderijo, desejava morrer por Cristo dentro da Igreja Católica. “Não teve reação contrária ao martírio – manifesta a senhora Maria Orts – ao contrário, tinha grande desejo de morrer por Cristo. Diante do perigo que corria, a sua reação era de grande serenidade e de valente ânimo. ‘Eles matar-me-ão’, dizia, ‘mas a vocês nada acontecerá’, e assim, efetivamente sucedeu”. Foi preso em Vinalesa, na noite de 24 de agosto de 1936. Levado de automóvel até Valência, foi assassinado naquela mesma noite. Neste momento – narra a senhora Maria – “despedindo-se, o Servo de Deus pediu- nos que rezássemos por ele para que não retrocedesse em seu caminho. Os milicianos estavam armados com fuzis e metralhadoras. Frei Ambrósio, da nossa casa, foi levado ao Comitê de Vinalesa para o interrogatório. Uma hora depois, levaram-no ao lugar do martírio. Consta-me que no caminho o insultaram e o maltrataram, imputando-lhe o delito de haver pregado em Benaguacil um sermão contra o comunismo. O Servo de Deus respondeu- lhes: “Eu somente tenho pregado a doutrina de Deus e o Evangelho”. Foi beatificado a 11 de Março de 2001 pelo Papa João Paulo II.


Liturgia Diária

Evangelho: 5ª-feira da 28ª Semana do Tempo Comum

Santo: São Paulo da Cruz

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